"Nunca vim aqui
Onde já estive, e esqueci.
Encontro tudo tão mudado.
A tua boca que não conheci.
Os quadrados da toalha alucinados.
Os copos todos. Descrevendo círculos
Sobre o chão todo enxadrezado.
A tua boca aparecendo à janela
De uma paisagem que se apagou.
Os copos dançando todos
Em volta dos teus lábios ausentes.
A tua boca de novo acesa
O vinho sendo servido pelo braço.
Os copos abertos, desaparecidos.
O líquido derramado
Sobre o tecto, por onde foste
Para a paisagem que há-de vir.
Uma cabeça de lobo à janela
Segurando nos dentes o fragmento
De um vestido talvez nunca usado.
Desde que comecei a escrever isto
Que não me sinto. Nunca estive aqui
Não fui pelas palavras autorizado"
Vitor Oliveira Jorge
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Para Pensar
"Um homem pode conquistar mil homens em combate, mas aquele que se conquista a si mesmo é o maior guerreiro."
"Se aceitares menos do que aquilo que mereces, recebes menos do que aquilo que aceitaste."
"Tudo o que vemos ou parecemos
Não passa de um sonho dentro de um sonho."
"Quem quer chegar á fonte tem de nadar contra a corrente."
"Todas as nossas palavras serão inúteis se não brotarem do fundo do coração. As palavras que não dão luz aumentam a escuridão."
"Alimentem o corpo para hoje e o espirito para a Eternidade"
"O que é errado é errado mesmo que todos o façam; o que é correcto é correcto mesmo que ninguém o faça"
"Se aceitares menos do que aquilo que mereces, recebes menos do que aquilo que aceitaste."
"Tudo o que vemos ou parecemos
Não passa de um sonho dentro de um sonho."
"Quem quer chegar á fonte tem de nadar contra a corrente."
"Todas as nossas palavras serão inúteis se não brotarem do fundo do coração. As palavras que não dão luz aumentam a escuridão."
"Alimentem o corpo para hoje e o espirito para a Eternidade"
"O que é errado é errado mesmo que todos o façam; o que é correcto é correcto mesmo que ninguém o faça"

1 comentários:
A Eterna Ausência
Eu aguardei com lágrimas e o vento
suavizando o meu instinto aberto
no fumo do cigarro ou na alegria das aves
o surgimento anónimo
no grande cais da vida
desse navio nocturno
que me trazia aquela com lábios evidentes
e possuindo um perfil indubitável,
mulher com dedos religiosos
e braços espirituais...
Aquela mulher-pirâmide
com chamas pelo corpo
e gritos silenciosos nas pupilas.
Amante que não veio como a noite prometera
numa suspensa nuvem acordar
meu coração de carne e alguma cinza...
Amante que ficou não sei aonde
a castigar meus dias involúveis
ou a afogar meu sexo na caveira
deste carnal desespero!...
António Salvado, in "A Flor e a Noite"
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